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Filtro respiratório, qual usar? HME ou HEPA?

Em tempo de pandemia, algumas dúvidas podem surgir, uma delas é sobre filtro respiratório, ou seja, qual melhor filtro a ser utilizado, HME ou HEPA? Como utilizar, proximal ao paciente ou junto à válvula exalatória?

Em tempo de pandemia, algumas dúvidas podem surgir, uma delas é sobre filtros respiratórios, ou seja, qual melhor filtro a ser utilizado, HME ou HEPA? Como utilizar, proximal ao paciente ou junto à válvula exalatória?

Dentre as inúmeras medidas para o tratamento e prevenção ao Covid19, o manejo ventilatório dos pacientes submetidos à intubação orotraqueal requer atenção especial, cabendo destacar a funcionalidade e empregabilidade dos filtros respiratórios para sanar dúvidas dos profissionais de saúde.

De forma única e concenssual, os filtros respiratórios assumem o papel de evitar a disseminação de patógenos respiratórios por gotículas e aerossóis pelos pacientes submetidos à ventilação mecânica, desde que tenham um poro mínimo de 0.2 µm e eficácia mínima de 99,5% de filtração para bactérias (BFE) e vírus (VFE).

Conhecidos como HME (Heat and moisture exchanger), os filtros respiratórios são definidos pela American Society for Testing and Materials, como umidificadores passivos, todavia os filtros HME, segundo a literatura médica mundial, são agrupados em três grandes categorias.

  1. Umidificadores com condensadores higroscópicos sem propriedades de filtração antimicrobiana, apenas realizam a troca de calor e umidade;
  2. Umidificadores hidrofóbicos que atuam como barreira, mas com pobre poder de produção de umidificação;
  3. Umidificadores mistos, ou seja, higroscópico e hidrofóbico possuem adequada propriedade de produção de umidade e calor e ótima ação de barreira microbiológica exercida por membrana eletrostática. Esta categoria acaba recebendo, por alguns autores, a nomenclatura HMEF, ou seja, trocador de calor e umidade com poder de filtração.

O filtro HEPA (“High Efficiency Particulate Air”), ou seja dispositivo de filtragem de alta eficiencia de particulas adentra à categoria dos filtros hidrofóbicos, pois em geral são constituidos por membranas de fibra de vidro ou cerâmica, atuando como barreira mecânica, sendo destinado à proteção do equipamento ventilatório, a fim de garantir que o mesmo não seja contaminado e, internamente, que seus componentes funcionem adequadamente.

Considerando as definições acima e respeitando as indicações clínicas de uso de filtro HME, vejamos de forma prática quando e como usar cada modelo.

Os Filtros HME da BeCare, em todas suas versões (adulto, pediátrico e neonatal), são filtros MISTOS, bidirecional, sua membrana filtrante é eletrostática, com poro de 0,02µm, garantindo assim bloqueio de aerossóis, podem ser utilizados de maneira tranquila e segura em pacientes suspeitos e/ou confirmados com coronavírus, sua eficácia de filtragem BFE é de 99,9999% e a VFE de 99,9998%.

O Filtro HEPA BeCare, possui volumetria ampla (150 a 1500 ml), dessa forma atende de forma vasta o público pediátrico e adulto. Sua membrana filtrante é constituída por fibra de vidro plissada com poro de 0,02µm, que de maneira mecânica bloqueia a passagem de aerossóis, a BFE é de 99,9999% e a VFE de 99,9998%.

O uso associado do Filtro HME BeCare, na conexão Y, com o Filtro HEPA, na saída exalatória, aumenta ainda mais a proteção contra a disseminação de aerossóis, sendo recomendado o uso, em concordância com diversas recomendações mundiais.

Desse modo, no manejo ventilatório, as instituições poderão contar com os Filtros BeCare na proteção do paciente, dos equipamentos e dos profissionais de saúde.

Fontes: Esquinas A., 2012 – Humidicication in the Intensive Care Unit – The essentials. Springer. Galvão A. M. et al 2006 – Estudo comparativo entre os sistemas de umidificação aquoso aquecido e trocador de calor e de umidade na via aérea artificial de pacientes em ventilação mecânica invasiva. Rev. bras. fisioter., São Carlos, v. 10, n. 3, p. 303-308, jul./set. 2006. Gatiboni S. et al, – Umidificação dos gases inspirados na ventilação mecânica em crianças. – Scientia Medica, Porto Alegre, v. 18, n. 2, p. 87-91, abr./jun. 2008. Lucato J., 2005 – Avaliação e comparação dos diferentes tipos de trocadores de calor e umidade. – Tese de Doutorado, Faculdade de Medicina de Universidade de São Paulo. / Sociedade Argentina de Terapia Intensiva / Sociedade Chilena de Medicina Intensiva / Federação Mundial das Sociedades de Anestesiologistas

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