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Pneumonia Associada a Ventilação Mecânica – PAV

A pneumonia associada a ventilação mecânica - PAV é a segunda infecção mais frequente em UTIs, com taxas que variam de 9 a 40% das infecções e está associada a um aumento no período de hospitalização e índices de morbimortalidade, repercutindo de maneira significativa nos custos hospitalares.

A pneumonia associada a ventilação mecânica – PAV é a segunda infecção mais frequente em
UTIs, com taxas que variam de 9 a 40% das infecções e está associada a um aumento no
período de hospitalização e índices de morbimortalidade, repercutindo de maneira
significativa nos custos hospitalares.

A PAV é aquela infecção que aparece após 48 horas de intubação endotraqueal e instituição da
ventilação mecânica invasiva (VMI), ou 48 horas após a extubação, com presença de novo
infiltrado pulmonar visualizado na radiografia de tórax, persistindo por mais de 24 horas sem
outras causas explicáveis.

A incidência desta infecção aumenta com a duração dos dias na ventilação mecânica,
aproximadamente 3% por dia durante os primeiros cinco dias de ventilação e depois 2% para
cada dia subsequente.

Para finalidade de diagnóstico, devem -se analisar critérios clínicos baseados em exames
laboratoriais, gasometria arterial, temperatura e exame físico do paciente, assim como
radiológicos que evidenciem novo infiltrado sugestivo de pneumonia. Para todos os critérios
levam -se em consideração o período anterior à suspeita de PAV.

Todo paciente com forte suspeita de pneumonia deve ter seu tratamento iniciado, antes da
obtenção de resultados de culturas. O tratamento deve ser baseado em critérios clínicos,
desde que não exista explicação alternativa para a doença.
O cuidado com o paciente em ventilação mecânica é foco prioritário por se tratar de uma
população com altos índices de morbimortalidade, instituir o Bundle de PAV é primordial para
bons resultados.

Bundle é um conjunto de boas práticas, que quando implementadas adequadamente resultam
em redução da incidência de eventos adversos.

As medidas específicas recomendadas para a prevenção de pneumonia são:

  • Manutenção elevada da cabeceira do leito (30 a 45º graus)
    A utilização do decúbito elevado reduz o risco de aspiração do conteúdo gástrico ou
    orofaríngeo e de secreção nasofaríngeas.
  • Despertar diário
    A utilização da interrupção diária da sedação e a avaliação da prontidão do paciente
    para a extubação estão correlacionadas com uma redução do tempo de ventilação
    mecânica, entretanto deve -se estar atento aos riscos de extubação acidental,
    aumento do nível de dor e ansiedade e na possibilidade de assincronia com a
    ventilação.
  • Profilaxia gástrica
    A úlcera gástrica é a causa mais comum de hemorragia digestiva em pacientes de
    terapia intensiva, esta preocupação deve-se ao seu potencial como fator de aumento
    de risco para pneumonia hospitalar.
  • Profilaxia de Tromboembolismo Venoso – TVP

É recomendada como agente redutor de comorbidades aos pacientes críticos em UTIs,
estudos mostram uma redução dramática dos casos de PAV com a aplicação a
profilaxia da TVP.

  • Higiene oral
    Estudos demonstram diminuição das pneumonias associadas à ventilação quando a
    higiene oral é realizada com clorexidina oral (0,12% ou 0,2%), pois propiciada erradicar
    a colonização bacteriana da cavidade oral e assim reduzir os riscos de aspiração.
  • Pressão de CUFF
    A manutenção da correta pressão de cuff nos pacientes submetidos à ventilação
    mecânica é essencial, ela deve ser o suficiente para evitar vazamento de ar e a
    passagem de secreção (microaspiração) que fica acima do balonete. Recomenda-se,
    portanto, que esta pressão permaneça entre 20 e 30 cmH²O.
  • Como medida protetora, o Filtro Bacteriano HME BeCare apresenta excelentes resultados de
    filtragem microbiológica, devendo ser somado aos cuidados do Bundle de PAV.
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